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Cinco coisas que deve saber sobre malária

Mosquitos da malária não discriminam. Podem picar qualquer um. Isto significa que a malária pode afetar qualquer pessoa que viva ou viaje para áreas onde há transmissão de malária. Cerca de 100 países em todo o mundo experienciam a transmissão da malária, com a região da África Subsaariana a registar o maior número de casos e mortes.

Mora ou planeia viajar para áreas onde há malária? Aqui estão seis coisas importantes que deve saber sobre a malária: 

A malária é um grande problema de saúde pública na África Ocidental

A nível mundial, a Organização Mundial de Saúde estima que em 2019 se registaram 229 milhões de casos clínicos de malária e 409.000 pessoas morreram de malária, a maioria crianças em África. O último Relatório Mundial sobre a Malária, em 2020, mostrou que a Nigéria teve o maior número de casos globais de malária (27%) em 2019 e foi responsável pelo maior número de mortes (23%), o que a torna um dos principais desafios para a saúde pública no país.

A malária é transmitida por toda a Nigéria. Cerca de 76% da população vive em áreas de alta transmissão, enquanto 24% da população vive em áreas de baixa transmissão.  A temporada de transmissão pode durar todo o ano no Sul e tem cerca de três meses de duração no norte do país.

A malária não é transmitida apenas por picadas de mosquitos

A malária não é contagiosa, por isso não a apanhas ao estares em contacto com alguém com malária. A maioria das pessoas infecta-se com malária quando são picadas por um mosquito que a transmite. No entanto, os parasitas que causam a malária afectam os glóbulos vermelhos, então pode apanhar malária se estiver exposto a sangue infectado. Eis como:

  • Transmissões de sangue;
  •  Da mãe ao feto;
  •  Partilhando agulhas.

Algumas pessoas estão em maior risco de contrair malária

Qualquer pessoa pode adoecer com malária, mas há alguns grupos de pessoas que estão em maior risco. Em locais com elevadas taxas de malária, a falta de acesso a medidas preventivas, cuidados médicos e pouca conscientização agravam o problema. As pessoas em maior risco são:

  • Crianças com menos de cinco anos;
  • Idosos;
  • Viajantes vindos de outros países onde não há malária;
  • Mulheres grávidas que também podem transmitir malária aos seus bebés antes e durante o parto;
  • Pessoas nas zonas rurais que não têm acesso a informação e cuidados médicos.

Alguma imunidade contra a malária não é suficiente.

As pessoas que vivem em regiões com malária como a África Ocidental podem desenvolver imunidade parcial contra a malária porque estão suficientemente expostas a ela durante as suas vidas. Ter imunidade parcial pode diminuir os sintomas se estiver infetado com malária, mas a imunidade parcial pode passar se mudar-se para um lugar onde já não está regularmente exposto ao parasita. Especialistas alertam contra presumir que tem alguma imunidade só porque cresceu numa área com malária. Deve sempre tomar precauções contra ser picado.